Giz
Escrevo no quadro
o que a vida ainda não apagou
Há um silêncio que antecede
cada palavra escrita —
não é ausência,
é a casa arrumada para receber.
Entro devagar.
Deixo o dia na soleira.
O que trago cabe na mão:
uma data, um nome, o resto do sol.
E se a página resiste,
não insisto —
espero que ela me leia primeiro.